Sarney quebra silêncio e declara apoio a Lula como defesa da democracia

 




O ex-presidente José Sarney (MDB) anunciou nesta segunda-feira (24) voto em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da disputa à Presidência, como forma de defender a democracia.

É voto pela democracia, pela volta ao regime de alternância de Poder, pela busca do Estado de Bem-Estar Social. A diferença é clara”, diz Sarney em uma carta divulgada.

O também ex-senador criticou o atual governo pelo que chamou de ataque sistemático do Executivo contra o Judiciário.

“No mesmo espírito dos que construíram em torno de Tancredo Neves a Aliança Democrática, reunindo um amplo espectro de homens públicos, agora congregamos em torno do Presidente Lula os homens de maior responsabilidade do País para formar uma nova união pela democracia. É a esperança que nos convoca”.

Ainda no texto divulgado, Sarney afirma que no próximo domingo o eleitor decidirá se vota pelo fim da democracia ou por sua restauração.

“O voto em Bolsonaro é voto contra as instituições, que terá como consequência anos de autocracia, um regime de força, construído na mentira sistemática e no abuso do poder”, disse o ex-presidente.

O emedebista afirmou ainda que as emendas de relator são um contrato “secreto” entre o Executivo e o Legislativo, “fixado em valores agigantados diante dos parcos recursos do Orçamento da República, é campo privilegiado para os interesses escusos”.

Sarney considerou que votar em Jair Bolsonaro seria votar contra as instituições. “Terá como consequência anos de autocracia, um regime de força construído na mentira sistemática e no abuso do poder”, afirmou.O voto em Lula — que já tem seu lugar na História do


Brasil como quem levou o povo ao poder e como responsável por dois excelentes governos — é voto pela democracia, pela volta ao regime de alternância de poder, pela busca do Estado de Bem-Estar Social. A diferença é clara”, disse José Sarney.

O primeiro presidente do Brasil após o fim da ditadura militar declarou que as marcas Bolsonaro são a proliferação de notícias falsas, o racismo, a xenofobia e a divisão da sociedade. “Assim se hostiliza, agora, os nordestinos, os pobres, como se fossem brasileiros inferiores. Isso atenta contra todos os princípios democráticos e até éticos

Sarney ainda comparou Bolsonaro a outros líderes mundiais conservadores, como Vladmir Putin, presidente da Rússia, Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, e Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria.


                                                   

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem