O movimento politico que invadiu o âmbito religioso nos últimos anos no Brasil, tem despertado a profunda necessidade de compreender o que de fato a religião e a politica tem em comum, ou seja, por que nos últimos anos púlpitos religiosos tem servido de palanque eleitoral para a disseminação de ideologias de cunho conservadora, ou progressistas, fazendo com quer a genuína pregação profética do evangelho que combate as injustiças, tem dado lugar ao afago do ego de muitos agentes políticos.
O ambiente de fé dos templos religiosos, tem dado lugar a espetacularização de retorica inflamadas de discurso politico com teor messiânico salvífico patriótico, levando muitos membros dessas instituições a divinizar tais personalidades como salvadores da pátria. É evidente que as sagradas escrituras no livro de Romanos 13, 1- 7 o apostolo Paulo exorta os cristão a se submeterem as autoridades superiores pois elas foram concebidas por Deus, no entanto é importante destacar que o fato de reconhecer as figuras de autoridades, não implica aceitação de posturas de discurso de ódio, ou manipulação da fé, que em muitas ocasiões não coaduna com aquilo que está nos evangelhos.
Alguém poderia indagar que Jesus teria sido uma gente politico em sua época com postura revolucionaria, esquecendo-se que se tem uma coisa que Jesus veio implementar não foi um reino pautado na busca de poder pessoal, ou na força do braço, mais sim de confrontar o sistema politico em seu contexto que tinha como base das vivencias sociais o olho por olho, dente por dente. Jesus Cristo trouxe para a humanidade a logica da misericórdia, da caridade, e do amor . Vivemos tempos de uma cultura do neo-teocracismo muito forte, e isso poderá dominar as pautas orientativas de marqueteiros politico em 2026 no Brasil.
Coluna: Marcos Aurélio
