A relação entre a Guarda Municipal de Caxias e a presidência da Câmara Municipal voltou a ficar tensa nos últimos dias. Guardas municipais demonstraram insatisfação com o presidente da Casa, Ricardo Rodrigues, após a não aprovação do projeto de lei que institui o adicional de atividade armada para a categoria.
O projeto prevê um acréscimo de 60% sobre o salário base dos guardas municipais que atuam armados no exercício da função. A proposta é vista pela categoria como uma forma de valorização profissional e reconhecimento pelos riscos enfrentados diariamente no trabalho de segurança pública.
Segundo integrantes da Guarda Municipal, havia uma expectativa positiva para que a matéria avançasse na Câmara, principalmente diante da importância do benefício para os agentes. No entanto, a falta de colocar o projeto em pauta gerou revolta e críticas direcionadas ao comando do Legislativo municipal.
Nos bastidores, guardas afirmam que o adicional representa uma compensação justa diante da responsabilidade e do perigo enfrentado pelos profissionais que atuam armados na proteção da população e do patrimônio público.
A cobrança sobre Ricardo Rodrigues aumentou após a categoria entender que faltou prioridade na condução da pauta. O clima é de pressão crescente, e os guardas municipais esperam que o projeto volte a ser discutido e aprovado o mais rápido possível.