Caros amigos e amigas, estamos diante de discussão extremamente necessário que exige de nós maturidade intelectual e desprendimento ideológico. Pensar sobre a questão das Bets no Brasil atual, não poderá ser encarado em uma perspectiva polarizada, mas sim como um problema de cunho humano e social e não econômico.
Aqueles que defendem a tese de que tal atividade se configura como uma ação economicamente regular, não podem ignorar seus efeitos predatórios que vítima milhares de pessoas no país.
Esse discurso falacioso que tenta apresentar as Bets como uma atividade economicamente moderna, não tem o devido interesse de mostrar a realidade obscura que pessoas viciada em bets acabam entrando. Esse acesso tem gerado uma drenagem a renda das panelas, bem como vicia, arruina famílias e agrava desigualdades.
Existe consubstancialmente alguns mitos em torno daqueles que levantam a liberação das Bets. O primeiro deles é a ideia de a liberação das Bets geram riqueza e emprego,no entanto vale ressaltar que as Bets são digitais altamente automatizados e concentrados, proveniente de bilhões sem criar cadeias produtivas relevantes, diferentemente da indústria, comércio e serviços.
Na prática as Bets são um sistema de extração financeira com boa parte do dinheiro sendo escoado para o exterior.
Uma outra falácia argumentativa em torno das Bets é a de que com a proibição o país perderá bilhões em impostos ( algo aproximado de 15 bilhões em 2026) ignorando que o efeito substitutivo do dinheiro que é gasto com Bets ou apostas, não sumirá da economia, mais iria para consumo, educação, alimentação e serviços, setores que geram mais emprego e tem arrecadação real.
Segundo os estudos da CNC ( SESC/ Senac) o varejo perdeu mais de R$ 100 bilhões em faturamento em 2026 devido aos desvios de consumo para as Bets.
Outro fator relevante que gira em torno das Bets, é a questão do crescente endividamento das famílias, chegando a superar variáveis como cartão de crédito e juros.
Em suma, estamos diante de um cenário extremamente desafiador, de uma lado as forças elitistas entranhadas nos grandes empresários e donos de clubes de futebol que busca uma conciliação com o governo federal e do outro lado o agravamento dos vícios e destruição que tem sido voraz nesse mundo da jogatina. E você de que lado está?
